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Qual a minha abordagem?
Na Psicologia, existem vários modelos mais ou menos
diferentes e até contraditórios para explicar o
funcionamento psicológico, que por consequência,
defendem diferentes formas de abordar ou
"tratar" os problemas psicológicos. Cada
Psicólogo (a) pode preferir uma forma específica
de trabalhar, valorizando mais uma concepção ou
teoria, ou mesmo adoptar uma conjugação de
modelos diferentes, o que neste caso terá uma
intervenção eclética.
Existem centenas de
abordagens psicológicas que têm sido utilizadas para
ultrapassar dificuldades emocionais e outros transtornos
psicológicos. Existem muitos tipos de psicoterapia e
medicações, dos quais alguns serão mais eficazes para
tratar um problema específico. Tendo em conta a grande variedade de tratamentos psicológicos
disponíveis e a importância do custo- eficácia de cada
abordagem, alguns países e associações de psicologia,
nomeadamente a APA (secção 12), conduziram estudos e
definiram orientações profissionais sobre os tratamentos
psicológicos que são realmente eficazes.
A Associação Americana de Psicologia elaborou, em resultado das sua
investigações, uma síntese onde discrimina "Tratamentos
bem estabelecidos" e "Tratamentos provavelmente
eficazes".
A minha preferência é a de utilizar como referência para a
intervenção, tratamentos bem estabelecidos e de eficácia
comprovada cientificamente, que maximizam a relação
custo/eficácia, ou seja, que permitam obter os melhores
resultados possíveis no mais curto espaço de tempo.
Estes tratamentos são baseados, em larga medida,
em modelos e técnicas da Psicologia Cognitiva e
Comportamental. Usando uma metodologia como base, ela pode ser combinada
com outras formas de intervenção, por exemplo mais
sistêmicas ou construtivistas.
A
decisão de procurar ajuda é um sinal de
auto-estima, bom senso e sabedoria.
As áreas em que trabalho
há vários anos são as seguintes: (pode clicar nos
sublinhados para mais informações)
-
Problemas
de Ansiedade:
Transtorno de Pânico,
Agorafobia,
Ansiedade (nervosismo), Preocupações,
Stresse,
Perturbação Pós- Stress Traumático, Hipocondria,
Raiva, Agressividade, Insegurança.
-
Lidar com Preocupações excessivas sobre Interações
Sociais, com os Relacionamentos, com a
Saúde, com as Finanças e com o Trabalho.
-
Depressão,
Perturbação Depressiva e outras Perturbações
do Humor.
-
Auto- estima,
Auto- confiança, Auto- Aceitação.
Psicologia Positiva.
Mindfulness.
-
Problemas
Emocionais, Gestão das Emoções. Compreender
e aceitar as emoções.
-
Procrastinação, Transições de Vida,
Mudanças. Dificuldade em tomar decisões.
-
Fobias e
medos:
Fobia (s) Específica (s)
-
Fobia Social
e Timidez, Ansiedade Social, Medo de
Falar em Público.
-
Transtorno
Obsessivo- Compulsivo,Obsessões, Jogo
Compulsivo/ Patológico, Perfeccionismo,
Transtorno Dismórfico Corporal e Vigorexia,
Compras Compulsivas, Consumismo .
-
Sono e
suas Perturbações,
Insónia.
-
Perturbações da Personalidade.
-
Dificuldades de
Relacionamento
Interpessoal
e de Socialização, Solidão e Isolamento
social
-
Dúvidas e/ou
dificuldades relacionadas com a Orientação Sexual
e
Identidade de Género
-
Orientação Vocacional,
Avaliação da Personalidade e noutras
temáticas...
De uma forma global, praticamente todos os tipos de
tratamento psicológico que actualmente são validados ou
comprovados cientificamente, são cognitivo-
comportamental. Estes tratamentos são
recomendados pela Associação Americana de Psicologia,
a maior autoridade mundial na área da Psicologia, que
realça a importância das psicoterapias que demonstram
eficácia no tratamento de diversas problemas. Existem
muitos tipos de psicoterapias, mas só algumas realmente
funcionam e demonstram resultados. Ainda que nenhum
psicólogo possa garantir que um tipo de terapia vai ser
eficaz com todos os clientes (até porque há variáveis do
próprio cliente e do próprio terapeuta que influenciam o
processo), a investigação científica tem demonstrado que
há algumas formas de terapia que possuem mais
probabilidades de sucesso do que outras. É muito
importante que o cliente possua motivação para mudar,
que deseje mudar e que tenha um papel activo e
construtivo numa terapia. Quase todos os investigadores e técnicos concordam que os
tratamentos empiricamente validados devem ser adaptados
às necessidades individuais dos clientes / terapeuta, de
forma a torna-los mais eficazes no mundo real e complexo
da psicologia clínica.
De quantas consultas
posso precisar?
Isto é muito variável, pois depende do tipo de problema, de há
quanto tempo existe e de todo um conjunto de
variáveis que podem ajudar (ou não) o cliente na
sua mudança. De uma forma geral, para as
questões mais comuns que aparecem em consulta
(que são os transtornos de ansiedade e
depressão), são necessárias 10 a 20 consultas.
A terapia cognitiva é um excelente tratamento para a
depressão, ansiedade, ataques de pânico, culpabilização
e medos. Estas técnicas podem ser altamente eficazes e
funcionar rapidamente, mesmo sem o uso de medicação. Nós
procuramos uma actualização permanente na nossa formação
e na nossa biblioteca, no sentido de providenciar as
melhores técnicas disponíveis e os melhores manuais, a
nível mundial, de tratamento para cada transtorno
psicológico.
A terapia cognitivo- comportamental (TCC) inclui um conjunto
de técnicas que são usadas em conjunto e que têm sido
sistematicamente avaliadas com resultados muitos
positivos. A TCC difere de outras formas mais
tradicionais de terapia nos seguintes aspectos:
- A TCC é directiva, na qual o terapeuta está activamente envolvido
e faz sugestões muito específicas (atenção que o
psicólogo nunca é responsável pelas decisões pessoais de
cada cliente; aconselhamento não significa dar
conselhos, mas sim aumentar o auto- conhecimento, a
responsabilidade e a autonomia do cliente para que este
decida, em maior consonância, aquilo que é melhor para
si, na sua história de vida)
- A TCC centra-se na mudança de um problema particular. Há outras
formas de psicoterapia que se centram no conhecimento
das causas profundas de um problema, mas não oferecem
estratégias específicas para ultrapassar o problema.
- A TCC tem uma duração mais curta que muitas outras formas de
psicoterapia (em média, de 10 a 20 sessões).
- A TCC centra-se em crenças e comportamentos actuais, que são
responsáveis pela manutenção do problema. Outras formas
de psicoterapia centram-se mais em experiências
decorridas na infância. Isto não implica que a TCC não
explore aspectos ocorridos há muito tempo na vida das
pessoas.
- Na TCC o terapeuta e cliente trabalham em conjunto.
- A TCC envolve a mudança de crenças e comportamentos para que o
cliente seja capaz, autonomamente, de lidar com os
problemas.
Como é a minha forma de
trabalhar?
Algumas pessoas tem a ideia que ir ao Psicólogo irá ser apenas uma
conversa infrutífera, banal, sem grandes
resultados práticos, o que em geral não acontece com uma
psicoterapia cognitivo- comportamental. A minha forma de
trabalhar é geralmente, mais directiva e
direccionada para objectivos práticos, usando uma grelha de leitura e um quadro
conceptual que permite interpretar e explicar as
"queixas" do cliente, à luz de modelos científicos.
Procuro que cada sessão traga a maior vantagem
possível ou diferença para o cliente (se bem que
isto depende muito daquilo que o cliente está
disposto a trabalhar ou no que trabalhou entre
as sessões). Para
que a terapia seja mais eficaz, é muito frequente que o
cliente preencha inventários, escalas ou testes, no
sentido de apurar de forma mais objectiva a informação
importante. Paralelamente, são feitos exercícios e
actividades, usando as técnicas/ estratégias de
intervenção que ajudam a atingir os objectivos da
terapia. O Psicólogo e Cliente são ambos activos no
trabalho para a mudança psicológica. Desta forma, o
cliente vai ganhando autonomia para lidar com os seus
próprios problemas, aprendendo uma série de habilidades
e tomando novas perspectivas.
As
técnicas usadas em terapia são bastante
acessíveis a praticamente qualquer tipo de
pessoa. As técnicas mais simples são em geral as
mais eficazes.
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