Dr. Fernando Magalhães-Psicólogo. Notícias do Mundo da Psicologia
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Notícias do mundo da Psicologia

Selecção de Notícias com temas psicológicos...

 

 

Faz-nos falta medir a felicidade interna bruta?

 

Fonte: Jornal Público

A ideia tem adeptos no Banco Mundial e na ONU e alguns países começam a aplicá-la

22.11.2010 -Por Clara Barata

 

O Governo conservador britânico quer medir a satisfação dos cidadãos. Aferir a sua felicidade, a satisfação com a vida que levam. A ideia é cara ao primeiro-ministro, David Cameron, que a defende pelo menos desde 2006 e agora quer mesmo pô-la em prática. O Reino Unido vai começar a recolher estatísticas que o poderão levar a criar um índice da felicidade interna bruta (FIB), em oposição ao PIB.

O produto interno bruto (PIB) é o índice mais usado para determinar a riqueza e o desenvolvimento das nações, permitindo compará-las. Mas tem limitações. "Quando há grandes alterações de desigualdade (de forma geral diferenças na distribuição de rendimentos) o PIB ou qualquer outro agregado computado per capita pode não dar uma avaliação precisa da situação vivida pela maior parte das pessoas", lê-se no relatório da Comissão Stiglitz - o nome pelo que ficou conhecido o grupo de peritos convocado em 2008 pelo Presidente francês, Nicolas Sarkozy, para identificar outras formas de medir o progresso social.

Recheada de nomes sonantes, ligados economia, à estatística e ao desenvolvimento, teve pelo menos três prémios Nobel da economia a dar o seu contributo (Stiglitz, Amartya Sen e Daniel Kahneman) e elaborou uma série de recomendações. Um dos pressupostos de que partiu é o de que a forma tradicional de usar as estatísticas "pode dar uma visão distorcida das tendências dos fenómenos económicos".

Os cientistas explicam (está tudo disponível on-line, em stiglitz-sen-fitoussi.fr/en/índex.htm): "Por exemplo, os engarrafamentos podem fazer crescer o PIB, pois aumentam o consumo de gasolina, mas obviamente não fazem subir a qualidade de vida. Além disso, se os cidadãos se preocupam com a qualidade do ar, e a poluição do ar aumenta, estatísticas que ignorem a poluição do ar vão dar uma estimativa pouco precisa do que se está a passar com o bem-estar dos cidadãos."

Política feliz

A ideia de medir a felicidade dos cidadãos não começou com Stiglitz, que é economista chefe do Banco Mundial, nem com Cameron, nem com Sarkozy. Há toda uma área de investigação que floresceu nas últimas décadas - a economia da felicidade - concentrada em desenvolver novas técnicas de medição do bem-estar e da satisfação social, nascida no seio da econometria. O Banco Mundial e as Nações Unidas estimulam estes estudos e debates, que têm sido particularmente activos em países como o Canadá, o Brasil ou França.

No Reino Unido, o tema ganhou definitivamente contornos políticos, embora não apenas com Cameron. Isso já tinha acontecido graças ao economista Richard Layard, membro da Câmara dos Lordes pelo Labour desde 2000 e que era considerado como o "czar" da felicidade dos anteriores governos trabalhistas, tanto o de Tony Blair como o de Gordon Brown.

O Office for National Statistics britânico (o equivalente ao português Instituto Nacional de Estatística) já há alguns anos que está a trabalhar no problema de encontrar métodos para medir o bem-estar e a felicidade dos súbditos da rainha Isabel, para além de recolher e processar números sobre a inflação, o desemprego e o crime. A iniciativa dos conservadores de David Cameron não surge, portanto, do nada.

No entanto, a ideia não deixa de ser vista "com nervosismo" em Downing Street, dizia o Guardian, pois surge num momento em que a infelicidade tende a aumentar, devido à crise económica e à política de austeridade que os governos estão a impor.

Mas se há um movimento para levar a sério o conceito da felicidade interna bruta, o FIB em alternativa ao PIB, também há quem não acredite que vingue. "Como conceito é importante", disse à Reuters Ross Walkers, economista do Royal Bank of Scotland. "Mas a felicidade não é algo que se possa medir directamente, portanto olho com cepticismo para o valor acrescido que isto poderá trazer."

No entanto, a directora dos serviços nacionais de estatística britânicos está feliz com a perspectiva de poder lançar-se nesta novo tipo de inquérito, que deve começar a ser formulado este mês, para ser transformado em perguntas a fazer aos cidadãos já na próxima Primavera. "Há um crescente reconhecimento internacional de que para medir o bem-estar e o progresso das nações é preciso desenvolver uma visão mais abrangente, em vez de nos focarmos apenas no PIB", disse Jill Matheson, citada pela AP.

O Canadá, que já criou um índice de bem-estar nacional, pergunta regularmente aos cidadãos coisas como "Está satisfeito com a sua vida?" e "Sente-se confortável com o seu nível de endividamento actual?", além de se interessar pelos seus valores morais e condições de vida. As estatísticas britânicas poderão seguir pelo mesmo caminho.Quanto a lorde Richard Layard, o ex-"czar" da felicidade dos trabalhistas, está mesmo feliz com a iniciativa dos conservadores. "Acho maravilhoso", declarou à AP. Pelo que diz, estas futuras estatísticas podem ser o início de novas políticas. "É uma coisa que eu e outros temos vindo a defender: até medirmos as coisas certas, não vamos poder fazer as coisas certas."


 

Ser motivo de piada é fobia universal

27/11/2009

O riso é uma expressão emocional que é inata dos seres humanos. Isso quer dizer que rir dos outros também é universal. Entretanto, o medo de ser o motivo da risada pode causar enormes problemas para a vida social de algumas pessoas. Isso é conhecido como geliotofobia, um transtorno que afeta pessoas em todas as culturas.

Mas qual a diferença entre uma pessoa que é apenas tímida e aquela que sofre de geliotofobia? Esse foi um dos focos de uma pesquisa publicada no periódico científico International Journal of Humor Research, e que foi feita por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Zurique, na Suíça, com a participação de pesquisadores de mais de 73 países. A pesquisa tentou entender a universalidade desse tipo de transtorno.

“Pessoas riem por diferentes motivos”, diz Victor Rubio, pesquisador da Universidade Autônoma de Madri, na Espanha, e que contribuiu com a pesquisa. “Isso causa ansiedade ou uma resposta ligada ao medo da pessoa que é o alvo, levando ela a evitar determinadas circunstâncias que podem aparecer, e caso essa resposta seja intensa isso pode impactar negativamente a vida social desse indivíduo”, explica Rubio.

Os autores da pesquisa encaminharam um questionário, traduzido para 42 línguas, para mais de 93 outros pesquisadores. Foram entrevistadas mais de 22 mil pessoas, com algum tipo de dificuldade de interação social, para determinar quantas podiam sofrer de geliotofobia – palavra que tem origem do grego “gelos” ou risada.

“Com o estudo foi possível distinguir perfeitamente entre as pessoas que sofrem desse tipo específico de fobia , além de tentar mostrar uma escala de diferenças culturais, o que é importante para qualquer estratégia para um possível tratamento psicológico”, indica Rubio.

Insegurança e evitação

De acordo com os pesquisadores é possível classsificar dois pólos opostos envolvendo esse medo específico de ser motivos de risadas. O primeiro foi denominado “reação de insegurança”, ou seja, uma tentativa de esconder a falta de autoconfiança dos outros, ou acreditando que determinados atos ou trejeitos próprios são naturalmente hilários (a pessoa pode achar que tem um jeito engraçado de andar e considerar que todos riem dela por conta desse fato).

O segundo foi chamado “reação de evitação”, ou seja, o indivíduo passa a evitar qualquer situação onde ele acha que pode estar exposto a ser motivo de alguma graça. Em níveis menores, essa reação pode levar a uma crença de que, se alguém em um ambiente está rindo, com certeza está rindo dela.

Universal mas com ajustes culturais

Além de mostrar que o transtorno é universal, o estudo também localizou certas diferenças culturais. Em países do sudeste asiático aqueles que sofriam de geliotofobia tendiam a apresentar mais reações de insegurança, enquanto em países do Oriente Médio as reações de evitação eram mais frequentes.

Na Tailândia 80% dos entrevistados diziam ter certeza que eram o alvo de risadas em determinados ambientes. No extremo oposto, os finlandeses dificilmente eram categorizados nessa condição. Já os resultados colhidos na Espanha se mostrou equilibrado. O estudo comprova que, apesar da universalidade dessa fobia , os cenários culturais também contribuem para determinadas predominâncias.
 

Fonte:http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=190367

 

Afinal, sexo virtual é traição?

13/11/2009

 Imagine um dia encontrar no computador um histórico de conversas de seu parceiro (a) com outra (o) mulher/homem via internet! Imagine agora, se essas conversas não forem “simples conversas”, ou seja, forem conversas com conteúdos eróticos!

Praticada por homens e mulheres, e ao contrário do que se possa pensar, mais por mulheres; a rede da internet tornou-se uma porta aberta para a infidelidade, e tem causado muita polêmica e discussão em torno do tema: SEXO VIRTUAL É TRAIÇÃO?

Não há uma regra para reger todos os relacionamentos, muito menos, um consenso que defina de maneira conclusiva o que seja “traição”. De maneira geral, ainda prevalece o consenso de que o contato físico é sentido como a maior prova de falta de amor do outro.

Esse é um tema delicado e controverso. Para muitos, o sexo virtual é um conceito individual que possui suas regras, e teclar com outras pessoas, que não seus parceiros, não caracteriza necessariamente uma traição.

Pesquisas recentes feitas com mulheres demonstraram que 58% delas consideram a pratica do sexo pela internet uma traição. 21% tiveram opinião diferente e disseram que não é traição e outras 21%, não se posicionaram nem a favor ou contra.

A pesquisa também demonstrou que as mulheres que se posicionaram a favor, afirmam que a prática é benéfica para os relacionamentos reais. Já dentre as que se posicionaram contra, observou-se que essas mulheres tiveram uma formação cultural e religiosa mais rígida e possuem um conceito de monogamia mais presente.

Para alguns psicólogos, sexo virtual “pode” ser sinal de que há algo errado dentro do relacionamento a dois quer seja afetivamente ou sexualmente.

Porém, nem sempre devemos encarar sexo virtual como traição. Tanto quanto a masturbação onde se utiliza a imaginação ou revistas pornô-eróticas, o sexo virtual também pode ser um caminho para erotização, para uma forma de aquisição de novas informações e conhecimentos, portanto,  nem sempre, é um sinal que o relacionamento não vai bem, podendo até melhorar ainda mais a performance sexual e afetiva do casal.

É verdade que o progresso tecnológico tem levado ao individualismo, e provocado cada vez mais o distanciamento social e físico das pessoas. É verdade também, que muitas vezes a solidão, a falta de diálogo, a falta de amigos e dificuldades nos relacionamentos tem aproximado as pessoas via internet, e aumentado a possibilidade de relacionamentos interpessoais como forma de suprir as ausências afetivas e emocionais.

Porém, qual o limite dessa prática?

Pois bem, a linha entre a busca do prazer sem conseqüências e a possibilidade de uma traição real é muito tênue, e nem sempre se consegue ter o controle sobre a situação.

O “anonimato” encanta; O “mistério”, a “fantasia” dá um toque especial á imaginação; A “sedução” e a “conquista” reforçam a auto-estima.

Uma boa e simples conversa pode levar as pessoas a visualizarem a possibilidade de suprir carências até então consideradas “normais” para qualquer pessoa. Não é incomum sabermos que pessoas iniciam conversas em chats na internet e após compartilhar sua privacidade acabam criando certa intimidade.

É exatamente nesse momento que os nicknames (apelidos) deixam de ser utilizados anonimamente e passam dar lugar aos nomes reais. Pequenas mentiras passam por uma revisão e tornam-se informações reais,   e da sala de bate papo para o MSN particular, torna-se um passo muito curto e desejado. E-mails passam a ser comuns. Números de telefones são trocados. Torpedos ( mensagens de texto via celular) são enviados intensamente. Se gasta horas a fio, atrás da telinha do computador, e, finalmente, a fantasia torna-se realidade.

O sexo virtual, que até então não passava de uma brincadeira sem conseqüências, torna-se um relacionamento virtual com requintes eróticos e não incomum torna-se uma traição real, advinda do meio virtual.

Fonte: http://www.psicnet.psc.br

 

Usuários mostram seu lado verdadeiro em redes sociais, diz psicólogo

04/12/2009

O psicólogo norte-americano Sam Gosling, da Universidade do Texas, divulgou os resultados de uma pesquisa que contrariam a opinião comum de que as pessoas criam para si um perfil idealizado na internet. Quando em redes sociais, revela o site do Daily Mail, os internautas costumam se dar a conhecer como verdadeiramente são.

A pesquisa do professor Gosling analisou 200 perfis das redes sociais Facebook, Bebo e Twitter.

– Eu fiquei surpreso com a descoberta porque o que se pensa é que as pessoas utilizam as redes sociais para criar uma visão melhor de si mesmas – declarou Gosling.

Segundo os resultados, em vez de dar um up na imagem pessoal, nas redes sociais aflora uma visão mais real da personalidade dos usuários. No final das contas, as redes sociais são utilizadas como mais um meio de comunicação, como o telefone, em vez de promover uma personalidade idealizada.

Além disso, acrescenta o pesquisador, como as pessoas costumam estar associadas a comunidades, as fotos que usuários consideram depreciativas, volta e meia acabam sendo postadas por outros usuários e sendo visualizadas e comentadas por todos os que pertencem à mesma rede de contatos.

Então, não adianta se achar no Orkut, gurizada. Cedo ou tarde cai a máscara.

O psicólogo espanhol Joaquin Dosil disse hoje, em Coimbra, que a realidade espanhola não é muito diferente da portuguesa, dado que apenas cinco por cento dos treinadores de futebol aceitaram trabalhar com psicólogos. -28/03/2009

"Existe a necessidade de aplicar a psicologia no desporto e logicamente no futebol. Questionados todos os treinadores dos clubes da primeira divisão sobre a necessidade de terem um psicólogo, 98 por cento disseram que sim, mas apenas cinco os contrataram", revelou o professor da Universidade de Vigo, onde coordena o Curso de Doutoramento "Perspectivas Actuais da Psicologia da Actividade Física e Desporto".

O palestrante, que encerrou o Seminário "A importância da psicologia em contexto desportivo", organizado pelo departamento de formação da Académica, liderado por Pedro Roma e pelo vice-presidente Camilo Fernandes, apelou para que esta realidade mude, porque "falta qualquer coisa quando não existe".


Enumerou ainda algumas limitações que passam pelo "grande desconhecimento sobre o que é a psicologia do desporto, o medo do psicólogo e da psicologia, pela ideia que o psicólogo é o treinador e pela falta de meios de comunicação".

Segundo ele, os psicólogos "melhorariam a formação, o conhecimento do desporto, o marketing e até as capacidades pessoais dos atletas".

As melhorias nos atletas reflectir-se-iam em "mais motivação, mais concentração, mais auto controlo em situações adversas de jogo, melhores interacções com os árbitros e os rivais, na pressão do treinador, na condição de titular ou suplente, nos meios de comunicação e na relação tempo-marcador".

 

Fonte: SAPO Infordesporto

150 mil antigos combatentes na Guerra Colonial ingerem fármacos por sofrerem de stress pós-traumático, disse o médico que preside à Associação Portuguesa de Veteranos de Guerra- 24/10/2008

"Cerca de 150 mil homens, antigos militares nas ex-colónias portugueses, estão a tomar fármacos para minorar os efeitos do stress de pós-traumático de guerra", disse à Lusa Augusto Freitas, médico e presidente da APVG - Associação Portuguesa de Veteranos de Guerra.

Esta segunda-feira, comemora-se o Dia do Veterano de Guerra com uma reunião de antigos soldados em Guimarães.

A ajuda prestada aos ex-soldados que sofrem de stress de guerra é uma das prioridades da organização sedeada em Braga e com 50 mil associados.

"São 150 mil homens que, para além do apoio clínico, ainda recebem outros tipos de ajuda como a terapia individual, familiar ou de grupo", referiu, à margem do encontro, Augusto Freitas.

O número, avançado pela Associação Portuguesa de Veteranos de Guerra tem por base as consultas de psiquiatria, clínica geral e de psicologia prestadas nas várias delegações da associação bem como em outras entidades ligadas aos antigos militares.

Fonte: RTP

 

Loucura Consciente- 12/09/2008

Repetem gestos, vivem obcecados com a limpeza, verificam vezes sem conta, a ordem transforma-lhes a vida num caos. São obsessivo-compulsivos. Os especialistas dizem que «o pior é a consciência que os doentes têm do seu estado».
A TSF foi conhecer algumas histórias, registando a raiva, a vergonha, e também as feridas que podem abrir-se no seio familiar. Quis saber como funciona a aplicação pioneira da estimulação cerebral profunda, em doentes obsessivo-compulsivos, e conversou com dois bioquímicos portugueses que, nos Estados Unidos, integram a equipa que tenta desbravar o mistério das causas genéticas do problema.

 Fonte: TSF

 

Semelhança com os pais influencia na escolha do parceiro, diz estudo- 14/09/2008

Budapeste, 14 set (EFE) - A semelhança física e a personalidade dos pais influi na escolha do parceiro a longo prazo, conforme afirmou Sigmund Freud com sua teoria sobre o complexo de Édipo e como confirma agora um grupo de pesquisadores da Universidade de Pécs, no sul da Hungria.

A explicação foi dada à Agência Efe por Tamás Bereczkei, diretor do Departamento de Psicologia Geral e Evolucionista da universidade, que comandou a pesquisa.

Fonte: Globo.com

 

 

 



 
 

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